Novas eleições em Mossoró

O vereador Francisco José da Silveira Júnior encontra-se, novamente, na condição de prefeito de Mossoró. Desta vez, ao que parece, por um período mais longo, devendo presidir a nova eleição para escolher o novo prefeito de Mossoró. Não se pode admitir, em definitivo, que Cláudia Regina não poderá reassumir o cargo. Acontece que, pela lógica, isso vai ficando mais difícil de acontecer. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou apenas um dos recursos, dos dez pedidos de cassação do seu diploma de prefeita. Mesmo que algum pedido de liminar seja atendido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), outro pedido já será necessário, caso o TRE reafirme novos afastamentos, nos demais processos existentes. Por isso foi que o prefeito em exercício anunciou que adotará medidas que viabilizem sua transição no cargo.
Pelos lados do DEM, há muitas dificuldades a superar. Depois do afastamento de Cláudia, Betinho Rosado poderá ter seu mandato de deputado federal cassado, por infidelidade partidária. Em várias entrevistas, o parlamentar disse estar consciente que seu gesto acarretaria a perda do mandato eletivo. Reconheceu ainda que a governadora sendo sua cunhada ele estará inelegível para disputar novos cargos enquanto durar esse impedimento. Por último, mas não menos importante, Rosalba enfrenta dois grandes problemas que lhe darão preocupações. O pedido de impeachment que será analisado no plenário da Assembleia Legislativa pode até ser tido como de menor intensidade. Mais grave é a existência de pedido de cassação de mandato, no TRE, por improbidade administrativa.
Mossoró vinha sendo a fortaleza maior do Democratas. Os fatos acima relacionados levam a crer que o partido poderá apoiar outro nome para a próxima disputa à prefeitura local, caso isso venha a acontecer. A governadora Rosalba Ciarlini, depois do contratempo eleitoral pelo qual vem sendo responsabilizada, deverá assumir posição mais responsável, sem o carnaval de promessas de obras que não chegaram a ser iniciadas. Como os discursos não foram cumpridos, as promessas repetidas não obterão a credibilidade necessária junto aos eleitores. O avião do governo não poderá repetir os inúmeros pousos, como ocorreu na última eleição, nem servir de ponto de apoio para os seus candidatos. Seria burrice repetir os mesmos erros que levaram à cassação do mandato de Cláudia e poderão comprometer o de Rosalba.
Supondo que Mossoró viverá uma nova eleição, dentro de noventa dias, deve-se atentar para o fato que será, praticamente, uma eleição municipal dentro de outra em nível estadual. Três meses após o pleito, serão realizadas as convenções para escolha dos candidatos a governador, senador, deputados federais e deputados estaduais. Isso pode fazer com que a eleição municipal seja estadualizada. Em nível local, os vereadores já eleitos empossados terão mais tempo para o trabalho junto à majoritária. Pesquisas foram aplicadas no último final de semana para saber o que pensa o eleitor mossoroense. Isso significa dizer que alguém partiu em primeiro lugar, ansioso por traçar metas eleitorais. O tempo passa muito rápido e é preciso permanecer alerta. E é verdade. Basta observar que o ano de 2013 já está terminando.

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