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Ataques a caixas eletrônicos viram rotina no Rio Grande do Norte nos últimos anos

Caixa em Serra Caiada ficou completamente destruido -  Jailson FélixCaixa em Serra Caiada ficou completamente destruido - Jailson FélixAs explosões de caixas de agências bancárias são um tipo de crime que ganhou muita projeção nacional nos últimos anos. A forma rápida e eficiente de subtrair altos valores ganhou projeção em todos os estados do país, e o Rio Grande do Norte continua, neste ano, a ser um dos principais focos deste modelo de delito.
No primeiro mês de 2015, o RN já sofreu cinco casos de explosão ou arrombamento de caixas eletrônicos. No intervalo de uma semana, foram cinco caixas eletrônicos explodidos em quatro municípios do Estado. Os ataques ocorrem em geral nas cidades do interior.
Os ataques aconteceram nas cidades de Macaíba, dois terminais foram arrombados com o auxílio de maçaricos, e também em São Pedro, Serra Caiada, e Paraú. Nos três últimos municípios, os criminosos explodiram as agências bancárias.
O número de explosões a caixas eletrônicos representa 13,5% do total de casos registrados em todo o ano de 2014. No ano passado, foram 37 explosões a caixas. Em Mossoró, o último caso registrado ocorreu em setembro, quando um terminal na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foi alvo dos criminosos.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal Bom Dia Brasil, o Rio Grande do Norte é um dos estados com maior incidência de explosões a caixas bancários. Diferentemente da maioria dos estados do Nordeste, onde o índice de ataques deste tipo ainda é menor.
Para o comandante-geral da Polícia Militar de Mossoró, tenente-coronel Alvibá Gomes, é preciso investir em tecnologia e inteligência de investigação para combater este tipo de crime. Ele também explicou que são nas pequenas cidades do Estado que este tipo de crime é mais comum.
“Os criminosos sabem em quais cidades o contingente de policiais é menor, e é lá que eles mais atacam. Caicó, Pau dos Ferros e Mossoró não são alvos fáceis para os criminosos, pois aqui certamente haveria confronto com a polícia”, pondera o comandante.
Ele destaca ainda a necessidade de maior investigação sobre os criminosos envolvidos neste tipo de ação. “Acho que falta um processo de investigação mais efetivo, que encontre os envolvidos, que descubra se estes indivíduos participam de alguma facção maior, ou qual é a procedência dos explosivos. E isso, infelizmente, não tem acontecido”, ressaltou Alvibá.
Segundo a Polícia Militar, não há investimento por parte dos bancos em tecnologia de segurança nos terminais eletrônicos. Segundo o coronel Alvibá, grande parte das agências não têm preocupação em trabalhar medidas que dificultem esta modalidade de crime. “Para o arrombador, este se torna um delito muito lucrativo, pois praticamente nunca há confronto com a polícia e os valores roubados são quase sempre altos”, conclui.

Em média, mais de 830 caixas são explodidos no Brasil todos os anos

De acordo com levantamento realizado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), de 2009 a 2012, cerca de 2.500 caixas eletrônicos foram explodidos no país. Esse número significa que uma média de 833 caixas eletrônicos são alvos de bandidos todos os anos no Brasil.
A destruição dos terminais é feita, na maioria dos casos, com uma carga de explosivos poderosos usados pelos bandidos. O crime tem se tornado frequente no país, e coloca a população em risco.
Esse tipo de crime acontece com mais frequência nos estados das regiões Sudeste e Sul do país. Segundo o estudo, nos estados do Nordeste, o crime tem apresentado uma redução.

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